Lei da Saúde Mental
Apoio a familiares de pessoas com doença mental grave
O que muda com a nova Lei da Saúde Mental (Lei n.º 35/2023)?
Se tem um familiar com doença mental grave, saiba que a nova Lei da Saúde Mental — em vigor desde agosto de 2023 — reforça os direitos da pessoa doente e valoriza o papel das famílias e da comunidade no apoio ao tratamento.
A quem se aplica esta lei?
A todas as pessoas com doença mental que necessitem de cuidados especializados. A lei é especialmente relevante em situações em que a pessoa recusa tratamento e essa recusa coloca em risco a sua vida e segurança ou a vida e segurança de terceiros.
O que é o tratamento involuntário?
É o tratamento realizado sem o consentimento da pessoa, por decisão de um juiz, após uma avaliação clínico-psiquiátrica nesse sentido. Só pode ser aplicado se:
- A pessoa tiver uma doença mental;
- Recusar tratamento necessário;
- Representar um perigo para si ou para os outros;
- E não houver outra forma de garantir os cuidados.
O tratamento involuntário pode ser feito em ambulatório ou em regime de internamento, sendo este a última opção.
Que direitos têm os doentes em tratamento involuntário?
Mesmo nestas situações, a pessoa mantém direitos fundamentais, como:
- Ser ouvida pelo juiz e estar acompanhada por advogado;
- Ter uma pessoa de confiança a apoiá-la;
- Ser tratada com respeito, dignidade e privacidade;
- Comunicar com a família e receber visitas;
- Requerer a revisão da decisão judicial a qualquer momento.
Qual o papel da família?
Os familiares podem:
- Apoiar o plano de cuidados da pessoa;
- Ser ouvidos no processo judicial;
- Ser indicados como pessoa de confiança;
- Receber informação (com consentimento ou nos termos legais).
Como a Cognosjure pode ajudar a sua família
A Cognosjure é uma estrutura especializada em psiquiatria forense e saúde mental com uma abordagem clínica, ética e legal. Sabemos que ter um familiar com uma doença mental grave que recusa tratamento pode ser uma situação angustiante e complexa — especialmente quando essa recusa coloca a própria pessoa ou terceiros em risco.
O que fazemos nestes casos?
A Cognosjure apoia famílias na sinalização de casos de doença mental grave, quando se suspeita que possam preencher os critérios para aplicação da Lei da Saúde Mental (Lei n.º 35/2023), nomeadamente para internamento involuntário.
Como atuamos:
- Avaliação clínica especializada: Realizamos uma avaliação médico-psiquiátrica, com base em critérios clínicos técnico-científicos e legais, de forma rigorosa e independente.
- Elaboração de relatório clínico-psiquiátrico: Caso a avaliação fundamente a necessidade de cuidados urgentes e obrigatórios, emitimos um relatório técnico que pode ser usado para informar o médico assistente ou a Autoridade de Saúde — entidades com legitimidade para iniciar o processo judicial.
- Apoio na comunicação com as autoridades: Sempre que necessário, orientamos a família sobre os passos a seguir e articulamos com os serviços de saúde, no respeito pelos direitos da pessoa avaliada.
- Ética e confidencialidade: Atuamos com total respeito pelos direitos fundamentais da pessoa com doença mental, assegurando o princípio da mínima restrição e da dignidade no cuidado.
Quando procurar a Cognosjure?
Se o seu familiar:
- Tem um diagnóstico (ou suspeita) de doença mental grave;
- Recusa tratamento médico necessário;
- Apresenta comportamentos que põem em risco a sua integridade física, a de outros ou os seus bens;
- E não existe alternativa eficaz em ambulatório;
A nossa equipa poderá ajudar, avaliando a situação com base na evidência clínica e no enquadramento legal.

